sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
"A Rainha do Palácio das Correntes de Ar" de Stieg Larsson
Neste terceiro e último volume da Trilogia Millennium, Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isso não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Os elementos da SAPO continuam as suas movimentações; Mikael Blomkvist tenta de todas as maneiras ilibar Salander; Dragan Armanskij, o inspector Bublanski e Anita Giannini unem esforços para que se faça justiça; Erika Berger sente-se também ameaçada; e quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?
" A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e um Fóforo" de Stieg Larsson
Depois de uma longa estada no estrangeiro, Lisbeth Salander regressa à Suécia e instala-se luxuosamente numa zona nobre da cidade. Mikael Blomkvist, que tentara contactá-la durante meses, sem sucesso, desiste e concentra-se no trabalho. À Millennium chega material para uma notícia explosiva: o jornalista Dag Svensson e a sua companheira Mia Johansson entregam na editora dois documentos que provam o envolvimento de personalidades importantes numa rede de tráfico de mulheres para exploração sexual. Quando Dog e Mia são brutalmente assassinados, todos os indícios recolhidos no local do crime apontam um suspeito: Lisbeth Salander, e a polícia move-lhe uma implacável perseguição. Lisbeth Salander, que está disposta a romper de vez com o passado e a punir aqueles que a prejudicaram, tem agora de provar a sua inocência e só uma pessoa parece disposta a ajudá-la: Mikael Blomkvist que, apesar de todas as evidências, se recusa a acreditar na sua culpabilidade.
A Rapariga Que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo de Stieg Larsson
EXCERTO
«Não há inocentes. Há apenas diferentes graus de responsabilidade.»
Lisbeth Salander
Lisbeth Salander
"Os Homens Que Odeiam as Mulheres" de Stieg Larsson
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
Os Homens Que Odeiam as Mulheres de Stieg Larsson
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Luís C. Marinha
«[Larsson cria] um retrato poderoso e fiel deste tempo conflituoso e inquietante em que as mulheres são abusadas e as crianças e animais sujeitas a violência e maus tratos. [...] apesar deste policial ser duro e feroz com os ingredientes que são próprios do género, a verdade é que o autor não negou a sua cultura, mostrando uma preocupação saudável em relação aos problemas de consciência social e política com um olhar extremamente perspicaz no que diz respeito às várias patologias da mente do homem e da mulher contemporâneos.»
Helena Vasconcelos, Público
Helena Vasconcelos, Público
Triologia Millennium de Stieg Larsson
A Trilogia Millennium é uma série composta de três volumes escritos pelo sueco Stieg Larsson. Os livros são:Män som hatar kvinnor , Flickan som lekte med elden e Luftslottet som sprängdes. No Brasil e em Portugal, o primeiro volume foi lançado em 2008, o segundo e o terceiro foram lançados em 2009.
O tema da violência sexual contra as mulheres nos seus livros deve-se ao fato de que Larsson, enojado, testemunhou o estupro coletivo de uma jovem quando ele tinha 15 anos. O autor nunca se perdoou por não ajudar a garota, cujo nome era Lisbeth - como a jovem heroína de seus livros, e resolveu dedicá-los a ela.
Volumes
Millennium 1 - Män som hatar kvinnor (br: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres; pt: Os Homens que Odeiam as Mulheres).
Millennium 2 - Flickan som lekte med elden (br: A Menina que Brincava com Fogo; pt: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo).Millennium 3 - Luftslottet som sprängdes (br: A Rainha do Castelo de Ar; pt: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar).
Em junho de 2011, 60 milhões de cópias haviam sido vendidas no mundo todo, em mais de 50 países.
Adaptações cinematográficas
A série foi adaptada para o cinema pela companhia sueca Yellow Bird. e foi adaptada em uma versão hollywoodiana dirigida por David Fincher.
Referências
- ↑ Girls, tattoos and men who hate women (em inglês). newstatesman.com (5 de setembro de 2010). Página visitada em 17 de setembro de 2010.
- ↑ El País 18 de outubro de 2009, suplemento de domingo
- ↑ Febre na Suécia e França, a trilogia "Millennium" chega ao Brasil (em português). Folha (25 de outubro de 2008). Página visitada em 5 de junho de 2010.
- ↑ Yellow Bird Puts SEK 106m Millennium Project In Production. nordiskfilmogtvfond (2007-11-02). Página visitada em 2009-09-22.
Ligações externas
Stieg Larsson (1954-2004)
Karl Stig-Erland Larsson (15 de agosto de 1954 - 9 de novembro de 2004), que escreveu profissionalmente como Stieg Larsson, foi um sueco jornalista e escritor , nascido em Skelleftehamn fora Skellefteå .
Stieg Larsson foi um dos mais influentes jornalistas e ativistas políticos suecos. Trabalhou na destacada agência de notícias TT. À frente da revista Expo, fundada por ele, denunciou organizações neofacistas e racistas. É co-autor de Extremhögern, livro sobre a extrema direita em seu país.
Biografia
Por causa de sua atuação na luta pelos direitos humanos, recebeu várias ameaças de morte.
Obra
Trilogia Millennium
- 2008: Os Homens que Odeiam as Mulheres (Portugal) / Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Brasil)
- 2009: A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo (Portugal) / A Menina que Brincava com Fogo (Brasil)
- 2009: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Portugal) / A Rainha do Castelo de Ar (Brasil)
Notas
Ligações externas
Referências
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Alexandra Lucas Coelho
Alexandra Lucas Coelho nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente / Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005. Em 2007 publicou «Oriente Próximo» (Relógio D’Água), narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. «Caderno Afegão» é o seu segundo livro.
"Henry Miller" (1861 - 1980)
Henry Valentine Miller (Manhattan, New York, 26 de Dezembro de 1891– Los Angeles, 7 de Junho de 1980), escritor norte-americano.
Seu estilo é caracterizado pela mistura de autobiografia com ficção. Muitas vezes lembrado como escritor pornográfico, escreveu também livros de viagem e ensaios sobre literatura e arte. O autor foi homenageado pelo célebre crítico Otto Maria Carpeaux em prefácio para o livro O Mundo do Sexo, editora Pallas 1975, Rio de Janeiro.
Uma de suas amantes foi a escritora Anais Nin. Há um filme ficcional sobre o período da vida em que eles se conheceram, Henry and June, baseado nos diários de Anaïs.
Biografia
Henry passou sua infância na Avenida Driggs em Williamsburg, Brooklyn, Nova Iorque. Mais tarde em sua juventude, era ativo no Partido Socialista (seu ídolo era o socialista negro Hubert Harrison). Tentou vários tipos de serviços e, por curto período, frequentava aulas no City College of New York. Tanto em 1928 quanto em 1929, passou diversos meses em Paris com sua segunda esposa, June Edith Smith (June Miller). Se mudou sozinho para Paris no ano seguinte, onde morou até a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Ele viveu em condições precárias, dependendo da benevolência de amigos, tais como Anaïs Nin, que tornou-se sua amante e financiou a primeira impressão do Trópico de Câncer em 1934.
O livro sofreu dificuldades de distribuição, sendo banido em alguns países sob a acusação de pornografia. No outono de 1931, Miller trabalhou na Chicago Tribune (edição parisiense) como revisor, graças a seu amigo Alfred Perlès que trabalhou lá. Miller obteve a oportunidade de apresentar alguns dos seus artigos sob o nome de Perlès, desde que somente a equipe editorial era autorizada a publicar no jornal em 1934.Seus trabalhos relatos detalhados de experiências sexuais e seus livros trouxeram muito a discussão livre de assuntos de cunho sexual, na literatura norte americana, partindo tanto de restrições legais e sociais.
Ele continuou a escrever romances que foram banidos nos Estados Unidos sob acusação de obscenidade. A maior parte de sua obra gira em torno de sua segunda esposa June Mansfield. Em especial a trilogia Crucificação Encarnada. O casal se separou em 1934. Henry voltaria a se casar outras vezes. Durante a Segunda Guerra Mundial voltou para os Estados Unidos. Passou a ser um escritor prolífico e obteve grande sucesso após a liberação de suas obras na década de 60. Um memorial dedicado a sua obra é mantido em Big Sur, Califórnia, onde morou de 1944 a 1962. O governo Brasileiro proibiu a venda da tradução de Trópico de Câncer na década de 70, porém o livro permanecia sendo vendido no original em inglês. Otto Maria Carpeaux seria um responsável pela divulgação e reconhecimento literário das obras de Miller no país.
Literatura erótica
Henry Miller tornou-se um clássico quando publicou a trilogia "Sexus, Plexus, Nexus", que ele chamou "A Crucificação Encarnada". Como nos outros livros, esses romances narram trechos de sua própria vida, embora ele negasse. Sobre seu processo, declarou: "fiz uso, ao longo desses livros, de irruptivos assaltos ao inconsciente, tais como sonhos, fantasia, burlesco, trocadilhos pantagruélicos, etc, que emprestam à narrativa um caráter caótico, excêntrico, perplexo". Tudo isso é verdade, mas também o é que Miller vivia na pândega e descrevia isso.
Embora a obra de Henry Miller se tenha tornado, para parte do público e crítica, sinônimo de literatura erótica, há também muitas passagens filosóficas em seu livros mais famosos, obras nada obscenas ou lascivas. Por exemplo, "Big Sur e As Laranjas de Hieronimus Bosch" tem como eixo principal a narrativa prosaica dos dias em que a personagem autobiográfica de Miller vive, com sua penúltima mulher e filhos, na isolada, pacata e "mística" região de Big Sur, na Califórnia(EUA). O mote da obra é um descrição repleta de digressões e recortes de episódios já narrados em outros livros com o fim de comparar as peculiaridades "puras" de Big Sur com os que detêm completamente as confortáveis benesses e também as tragédias comportamentais da pós-modernidade.
Outra obra que passa longe de temas e motivos eróticos é "Colosso de Marússia". O livro baseia-se numa viagem feita pelo autor à Grécia, antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939. Na verdade, vê-se, ao longo de todo o livro, um Miller deslumbrado com a magnanimidade da cultura ancestral grega, assim como faz uso das descrições e análises do povo grego para contrapor a simplicidade à "civilização da guerra" - representada, muitas vezes, por referências ao nova-iorquino médio.
Crazy Cock, 1934Principais obras
- Opus Pistorum (novela pornográfica), 1936
- Trópico de Câncer, 1934.
- Primavera negra, 1936.
- Trópico de Capricórnio, 1939.
- Dias de paz em Clichy, 1939.
- O Mundo do Sexo, 1940.
- O Colosso de Marússia, 1941.
- Sabedoria do Coração (ensaios), 1941.
- Pesadelo Refrigerado, 1945.
- O Sorriso ao pé da escada, 1948
- Sexus [Crucificação Encarnada vol. 1 // Livro Primeiro da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1949.
- Os Livros da Minha Vida, 1952
- Plexus [Crucificação Encarnada vol. 2 // Livro Segundo da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1953.
- Big-Sur e as laranjas de Hieronymus Bosch, 1957
- Nexus [Crucificação Encarnada vol. 3 // Livro Terceiro da Rosa-Crucificação (Portugal)], 1960.
- A Hora dos Assassinos (Um Estudo sobre Rimbaud)
.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
"A Curva do Rio" de V. S. Naipaul
Situada num país africano sem nome, a história é narrada por Salim, um jovem adulto filho de comerciantes indianos há muito estabelecidos naquele bocado de costa. Ele acredita que que o mundo é o que é e que quem não é alguém não tem lugar nele. Assim, decide abandonar a faixa costeira e torna-se dono da sua própria loja numa pequena cidade em crescimento, no interior mais remoto do continente. Este lugar, esta "curva no rio", porém, é um micro-cosmo da África pós-colonial no momento da sua independência: um cenário de caos, mudança, violência, guerras tribais, ignorância, isolamento e pobreza. Desta paisagem riquíssima, emerge uma das obras mais poderosas de V.S. Naipaul, a Curva do Rio - uma emocionante história de sublevação e desmoronamento social.
V. S. Naipaul
Sir Vidiadhar Surajprasad Naipaul (Chaguanas, 17 de agosto de 1932) é um escritor britânico nascido emTrinidad e Tobago.
Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 2001. De família indiana, assina seus livros como V. S. Naipaul.
Radicou-se na Inglaterra onde foi estudar em 1950, aos dezoito anos.
"À Espera no Centeio" de J. D. Salinger
A voz do seu protagonista, o anti-herói Holden Caulfield, encontrou eco nos anseios e angústias das camadas mais jovens, tornando-o numa figura icónica do inconformismo. Da mesma forma, os temas da identidade, da sexualidade, da alienação, e do medo de existir, tratados numa linguagem desassombrada e profundamente original, fizeram de The Catcher in the Rye um símbolo da contracultura dos anos 50 e 60. Mas, passados sessenta anos sobre a sua primeira publicação, vendidos mais de 65 milhões de exemplares em quase todas as línguas, e instituído marco incontornável da literatura mundial, À Espera no Centeio mantém toda a actualidade e a frescura da rebelião.
J. D. Salinger (1919 - 2010)
Jerome David Salinger (Nova Iorque, 1 de Janeiro de 1919 — Cornish, New Hampshire, 27 de janeiro de 2010) foi um escritor norte-americano. Sua obra mais conhecida é o romance intitulado The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio no Brasil e À Espera no Centeio em Portugal), publicado em 1951 nos Estados Unidos.
Nasceu em Manhattan, Nova Iorque, em 1º de janeiro de 1919, filho de pai judeu de origem polaca e mãe de origem escocesa e irlandesa. Começou escrevendo ainda na escola secundária, e publicou vários contos no início da década de 1940, antes de servir na II Guerra Mundial. Em 1948, ele escreve o seu primeiro conto aclamado pela crítica, A Perfect Day for Bananafish (Um dia perfeito para Peixe-banana, em português), publicado na revista The New Yorker, que seria o local de onde sairiam mais outros contos seus nos anos seguintes. Em 1951, publica seu primeiro romance, The Catcher in the Rye (O Apanhador no Campo de Centeio no Brasil e À Espera no Centeio ou Uma Agulha no Palheiro em Portugal), que torna-se um sucesso imediato. Sua descrição da alienação da adolescência e da inocência perdida através do seu protagonista, Holden Caulfield, serviu de influência para toda uma geração de novos leitores, especialmente adolescentes. O livro continua tendo uma vendagem estimada em 250 mil cópias por ano.
Biografia
O sucesso de The Catcher in the Rye chamou atenção do público para Salinger, que, a partir de então, torna-se recluso, publicando menos do que antes. Os livros que se seguem ao Centeio são: Nine Stories (Nove Histórias no Brasil, Nove Contos em Portugal), de 1953, um apanhado de nove contos publicados na revista The New Yorker entre 1948 e 1953; Franny & Zooey, de 1961, que consiste de duas novelas curtas, Franny e Zooey; e Raise High the Roof Beam, Carpenters and Seymour: An Introduction (em português, Carpinteiros, Levantem Bem Alto a Cumeeira e Seymour, uma Introdução), de 1963, que também reúne duas novelas de Salinger. Estes três livros têm histórias em que são personagens principais a Família Glass, constituída por Buddy (espécie de alter ego do escritor), Seymour, Boo Boo, Franny e Zooey Glass, todos irmãos. Seu último trabalho publicado, uma novela intitulada Hapworth 16, 1924, apareceu em The New Yorker em 19 de junho de 1965. O autor morreu em 2010.
Reclusão
Depois disso, Salinger continuou recluso, aparecendo esporadicamente na imprensa. No final dos anos 90, são publicadas duas obras de memórias de pessoas próximas a Salinger; Joyce Maynard, sua ex-amante, e Margareth Salinger, sua filha. Em 1996, um pequeno editor americano anunciou um acordo com Salinger para a publicação de Hapworth 16, 1924 em forma de livro, mas alguns problemas adiaram o lançamento da obra indefinidamente. Hapsworth foi escrita como uma carta de Seymour Glass, então com 7 anos, para sua família. Seria o desfecho da saga da Família Glass, também presente nos livros anteriores de Salinger.
Capa
Estudiosos apontam que o nome Holden deriva da palavra "Hold in" (segurando), o que significa claramente que o protagonista não quer crescer e sente-se segurando-se, agarrado, em algo. E é assim que o cavalo desenhado na capa de 1951 se sente.
O cavalo do carrossel que aparece ao final do romance aludiria a este sentimento de reclusão à crescer de Holden. O cavalo no carrossel significaria a juventude presa num determinado momento e redundante - cíclica.
The Catcher in the Rye
O curioso na obra de J. D . Salinger é a forma como ela influenciou gerações e ainda continua a influenciar. Só para se ter uma idéia a obra é citada em alguns casos curiosos, como a morte de John Lennon. Segundo testemunho do próprio Mark David Chapman, assassino de Lennon, ele estava lendo O Apanhador no Campo de Centeio minutos antes de tentar o suicídio e da obra teria tirado inspiração para matar o Beatle.
Outro fato curioso é que o atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981 afirmou que também teria tirado do mesmo livro a inspiração para matar o presidente.
No filme Teoria da Conspiração, Mel Gibson faz o papel de um motorista de taxi psicótico que acha que todos estão contra ele, e que possui uma compulsão, comprar diariamente um volume de O Apanhador no Campo de Centeio, existindo em sua casa milhares de exemplares. Por conta de uma dessas compras, ele é descoberto por seus inimigos e quase acaba morto.
Na 1º saga do cultuado animê Ghost in the Shell: Stand Alone Complex também existe uma referência à obra de Salinger, onde o vilão da saga é super-hacker que se autodenomina uma entidade chamada "Laughing Man" (tradução: Homem Risonho), com habilidades sobre-humanas (em relação a 'informática') o refrão utilizado "I thought what I'd do was, I'd pretend I was one of those deaf-mutes" é extraído de The Catcher in the Rye.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
"A Ideia de Justiça" de Amartya Sen
Vencedor do Prémio Nobel de Economia
SERÁ A JUSTIÇA UM IDEAL, para sempre além do nosso alcance, ou algo que pode de facto guiar as nossas decisões práticas e melhorar as nossas vidas?
Nesta obra de grande amplitude, Amartya Sen oferece uma visão alternativa às teorias de justiça dominantes que, apesar de muitas realizações concretas, levaram-nos, em geral, argumenta, no sentido errado.
Uma das maiores diferenças entre Sen e os grandes teóricos contemporâneos que reflectem sobre a justiça é que estes se preocuparam essencialmente, por vezes totalmente, em identificar quais seriam os arranjos sociais perfeitamente justos, em vez de clarificarem a forma como diferentes realizações de justiça podem ser comparadas e avaliadas. Enquanto a maioria dos teóricos das principais correntes seguem uma das duas maiores tradições do pensamento Iluminista, nomeadamente a do hipotético "contrato social" perfilhada por Hobbes, Locke, Rousseau, Kant e, nos nossos dias, pelo filósofo político contemporâneo John Rawls, a análise de Sen avança de forma significativa para a outra tradição do Iluminismo que procura reduzir a injustiça, perfilhada de diferentes formas por Smith, Condorcet, Wollstonecraft, Bentham, Mill e Marx.
Na base do argumento de Sen está a sua insistência no papel da razão pública que cria aquilo que pode tornar as sociedades menos injustas. Mas está na natureza do raciocínio sobre a justiça, argumenta Sen, não permitir que todas as questões sejam colocadas mesmo em teoria; há escolhas a ter em conta entre avaliações alternativas daquilo que é razoável, cada uma das várias posições, diferentes e concorrentes entre si, pode ser bem defendida. Longe de rejeitar tais pluralidades, ou tentar reduzi-las para lá dos limites da racionalidade, devemos usá-las de forma a construir uma teoria de justiça que possa absorver pontos de vista divergentes. Sen mostra também como as preocupações relativas aos princípios de justiça no mundo moderno devem evitar o paroquialismo e, mais, tratar das questões de injustiça global.
Esta energia de visão, acuidade intelectual e natureza humana admirável de dos mais influentes intelectuais politólogos a nível mundial nunca apareceu tão bem revelada como neste livro notável.
“CREIO QUE A IDEIA DE JUSTIÇA de Amartya Sen é uma das contribuições mais importantes para o tema desde que apareceu a Teoria de Justiça de Rawls, em 1971. A abordagem desse livro foi tentar trabalhar uma base para um Estado-nação idealmente justo. Tendo perfeito conhecimento do caminho de ruptura trilhado por Rawls, Sen – laureado com o prémio Nobel em Economia e teoria da escolha social, e um profundo filósofo social –, com esta abordagem ‘transcendental’, chama a atenção para problemas sérios e argumenta que aquilo que precisamos com urgência, neste nosso mundo conturbado, não é de uma teoria de um Estado idealmente justo, mas de uma teoria que possa fornecer a base para juízos, como a justiça comparativa, juízos que nos digam quando e por que razão estamos a aproximar-nos ou a distanciarmo-nos da concretização da justiça num mundo globalizado.
Sen traça com o seu conhecimento em todos os campos que menciono ideias básicas para a tal teoria.
Além disso, discute, com iluminado pormenor (e histórica e trans-culturamente informado), questões fundamentais relacionadas com a democracia, os direitos humanos, o desenvolvimento económico e a natureza e os limites da democracia – a objectividade ética. Esta é uma obra que merece o maior número de leitores possível.”
Hilary Putnam, Professor Emérito em Filosofia, dirige a Cátedra Cogan University, na Universidade de Harvard, e é ex-Presidente da Associação de Filosofia Americana
“NUMA PROSA LÚCIDA E DINÂMICA A Ideia de Justiça oferece-nos uma filosofia política mais dedicada à redução da injustiça na Terra do que à criação de castelos no ar idealmente justos. Amartya Sen aplica as suas formidáveis capacidades argumentativas e a sua erudição profunda e sem limites à tarefa de trazer a filosofia política num frente a frente com a aspiração humana e a privação humana no mundo real, para cuja melhoria ele tem devotado a sua vida intelectual.”
G. A. Cohen, dirige a Cátedra Chicele em Teoria Política e Social, e é Professor Emérito na Universidade de Oxford
“TENDO EM CONTA A SUA ENERGIA e profundidade intelectual, não surpreende que a análise de Sen do conceito de justiça seja de uma análise e síntese crítica da maior importância.”
Kenneth Arrow, Professor de Economia, dirige a Cátedra Joan Kenney e é Professor Emérito de Investigação em Operações na Universidade de Stanford
“POUCOS PENSADORES CONTEMPORÂNEOS tiveram um impacto tão directo nos acontecimentos mundiais como Amartya Sen. Esta apresentação maravilhosamente lúcida da sua abordagem à justiça marcará um compasso inestimável para todos aqueles que lutam contra a injustiça por todo o mundo.”
Philppe Van Parijs, dirige a Cátedra Hoover de Ética Económica e Social, na Universidade de Lovain
“NESTE INTRINCADO E INFINDAVELMENTE ESTIMULANTE LIVRO Sen demonstra toda a força do seu pensamento brilhante e juízo moral.”
Financial Times
“PARA QUEM GOSTA DE DISCUSSÕES INTELIGENTES e longe dos lugares comuns.”
The Sunday Times
“ESTA ELOQUENTE E ESTIMULANTE NOVA OBRA DE SEN é de certa forma um comentário a Rawls, mas o seu grande refinamento dá-lhe maior aplicabilidade.”
Newyorker
“UM LIVRO VERDADEIRAMENTE IMPORTANTE”
The New Republic
“SEN É UM DOS GRANDES PENSADORES DA NOSSA ERA“
The Times
Recortes de Imprensa:
• Jornal Notícias »» Um guia de conduta para o quotidiano - Elmano Madaíl
• Diário de Notícias »» Leitura importante nos tempos que correm - João Céu e Silva
• Jornal de Letras »» Um dos mais relevantes livros lançados em Portugal nos últimos tempos
• Correio da Manhã »» Fundamental para o debate sobre a justiça - Francisco José Viegas
Subscrever:
Mensagens (Atom)










