Num texto pungente, resultante de um processo de criação invulgar, Tony Judt guia-nos pelas suas memórias, sejam as ruas da Putney da infância, as reminiscências dos seus tempos de estudante ou o poder das palavras.
Cada pequeno ensaio evoca uma memória: um episódio do passado, um cheiro, uma vivência, um local, uma viagem de carro pelos Estados Unidos – tudo serve de pretexto para um propósito duplo; a já citada evocação da memória mas, também, para que se exerça a poderosa capacidade analítica do autor, seja das experiências do Maio de 68 ou dos kibbutzim, ou do passado judaico da família.
O Chalet da Memória é, pois, um livro de memórias insólito e um pequeno excurso pelo passado do autor – um dos últimos grandes intelectuais públicos – e também por momentos marcantes da vida da Europa.

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