Arturo Pérez-Reverte (Cartagena, 24 de novembro de 1951) é um novelista e jornalista espanhol. Desde o ano de 2003 é, também, membro da Real Academia Espanhola da língua.
A sua obra está traduzida em quase trinta idiomas.
Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 1980, tendo editado romances como "O cemitério dos barcos sem nome", "Território Comanche", "O hussardo", "O pintor de batalhas" e os seis romances da série de aventuras "Capitão Alatriste".
Temas como o cansancio do héroi, a aventura, a amizade, a viagem como perigo, a morte coma última viagem, e a cultura e a memória como única salvaçao que permite compreender a realidade, soportar a dor e conhecer a identidade da pessoa e do mundo sao freqüentes em seus romances. A visão que o escritor tem da existéncia em geral é sombria. Odeia ohumanismo cristião e acredita que a filosofia pagana tem uma visão máis exata e cruel do mundo.
- Foi repórter de guerra durante vinte anos. Esteve nas guerras de Libano, Nicarágua, Moçambique, Eritréia e Iugoslávia, entre outras.
- Em plena guerra da Eritréia, sua vida foi salva por milicianos no deserto. Porém foi obrigado a lutar com eles, presenciando estupros e torturas horríveis. Finalmente conseguiu chegar a Khartum, no Sudão, num velho e sujo caminhao.
- Sua visão da existéncia e profundamente pessimista, por causa da súa experiéncia como repórter de guerra.
- Sempre polêmico, escreve artigos na revista dominical XLSemanal. Neles critica com dureza a sociedade espanhola, a Igreja católica, ao sistema financieiro internacional, a precariedade laboral juvenil, ao feminismo radical, ao separatismo basco e catalão, á linguagem politicamente correta, o terrotismo da ETA, entre outros temas.
- Seu romance "A Rainha do Sul", sobre uma mulher narcotraficante mexicana foi adaptado em versao novela nos Estados Unidos, fazendo grande sucesso na comunidade latina.
- É um profundo admirador da cultura mexicana, tendo feito dois romances ambientados no país: "A Rainha do Sul" e "Olhos azuis".
- Como lembrança dos seus anos de repórter de guerra, tem na casa um fuzil Kalashnikov totalmente inutilizado pela polícia espanhola. É capaz de monta-lo e desmonta-lo até com as luzes apagadas.
- Um artigo seu criticando durissimamente ao presidente Zapatero criou bastante polêmica na Espanha.

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