Se há obra que marca o início do século XXI português é esta, do filósofo José Gil. Talvez seja porque nela se espelha a condição de ser português, tão cantada desde Luís de Camões ou por que nela se queiram ler as respostas para esse Portugal por cumprir, como disse Pessoa ou, ainda, por que é que resistimos venerandos e obrigados.
Portugal, Hoje — O Medo de Existir aborda traços de mentalidade (desde a inveja à dificuldade de «inscrição») que por serem particularmente acentuados no nosso país, entravam o seu desenvolvimento, abertura ao exterior, e, sobretudo, a sua dinâmica interna. E por «dinâmica interna» José Gil entende «um movimento profundo, para além do plano sociológico, que faz mexer as pessoas e as liberta para todo o tipo de procuras, invenções, experimentações nas várias dimensões da vida».
O livro revela que um pensamento criativo e com conceitos próprios se pode exprimir numa linguagem acessível.
O livro revela que um pensamento criativo e com conceitos próprios se pode exprimir numa linguagem acessível.
José Gil foi considerado, no número especial do Le Nouvel Observateur, de Dezembro de 2004, como um dos 25 «grandes pensadores» de todo o mundo, ao lado de Richard Rorty, Peter Sloterdijk, Toni Negri e Slavoj Zizek. O autor de Portugal, Hoje nasceu em Moçambique a 15 de Junho de 1939 e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Paris (1982), sob a orientação de François Châtelet.
Colabora com revistas portuguesas e estrangeiras de várias áreas. Foi Directeur de Programme do Collège International de Philosophie de Paris e ensina actualmente na Universidade Nova de Lisboa. As suas obras estão traduzidas em várias línguas.
Colabora com revistas portuguesas e estrangeiras de várias áreas. Foi Directeur de Programme do Collège International de Philosophie de Paris e ensina actualmente na Universidade Nova de Lisboa. As suas obras estão traduzidas em várias línguas.

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