quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ettore Majorana



Ettore Majorana (Militello in Val di Catania5 de agosto de 1906 — c. 1938) foi um importante físico italiano que fez trabalhos promissores com os neutrinos e desapareceu misteriosamente em 1938.
Realizou os estudos clássicos, terminando o segundo grau em 1923; depois freqüentou regularmente os estudos deengenharia em Roma até o início do último ano. Em 1928, desejando ocupar-se de ciência pura, pediu e obteve a transferência para a Faculdade de Física. Formou-se, em 1929, em Física Teórica sob a orientação de Enrico Fermi, com a tese A teoria quântica dos núcleos radioativos, obtendo nota máxima com louvor. Nos anos sucessivos, freqüentou livremente o Instituto de Física de Roma, acompanhando o movimento científico e realizando pesquisas teóricas de várias índoles.
Na noite de 25 de março de 1938, Majorana partiu de Nápoles para Palermo, onde passou alguns dias: a viagem lhe havia sido sugerida por amigos, que o haviam convidado para um período de descanso. Em 26 de março, escreveu a um amigo. Em suas cartas, nunca falou em suicídio, mas somente em desaparecimento - e era uma pessoa cuidadosa com as palavras.
Última carta de Majorana.
Leonardo Sciascia, em seu livro La scomparsa di Majorana (no Brasil, publicado como Majorana desapareceuEditora Rocco), assume que Majorana, intuindo a magnitude de suas descobertas acerca da energia nuclear e seu poder de destruição, no contexto da Europa de Hitler e Mussolini, teria escolhido o silêncio e a renúncia à vida social. A genialidade de Majorana, que Fermi comparou à de Galileu e Newton, e sua angústia intelectual acerca da relação entre ética e ciência poderiam, assim, segundo Sciascia, ser a chave da explicação, da fuga do jovem cientista, para refugiar-se em um monastério, lembrando que, na sua adolescência, Majorana frequentara o Istituto Massimiliano Massimo dos jesuítas, em Roma. A família escreveu ao Papa Pio XII - prometendo não interferir sobre as escolhas eventalmente feitas por Ettore - apenas no intuito de saber, através do Vaticano, se ele estaria vivo, mas não obteve resposta.

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